Crônica: Tempo meu amigo, por Isabelle Moraes
- beijasois
- 17 de set. de 2021
- 2 min de leitura
Sentada com uma xícara de café em mãos, passo a refletir sobre o tempo, quem é ele? de onde vens? Porque será que passa assim tão depressa? não sei dizer com convicção, talvez porque não haja respostas, nem mesmo o mais sábio dos filósofos sabem relatar sobre sua origem e do que este é feito. Acredito que seja por conta de seu maior mistério consistir no seguinte fato: ele não para nunca, aprecio o trecho de uma música de Ana Vilela que faz analogia ao tempo e suas estações (a vida é trem-bala parceiro e nós somos passageiros prestes a partir) e não é que faz sentido? o meu café já até esfriou e eu ainda nem tinha visto.
A meu amigo, vós me ajuda a ter um coração forte e a lidar com a dor, mas em troca de sua fidelidade me pede emprestado os anos de minha juventude e traz de presente no lugar dela a saudade e a ausência do amor.
Te peço ó caro tempo, vê se pára de correr, eterniza os momentos em família, cale a minha ansiedade que insiste em me apertar desde que passei a ser controlada por você, nem as pessoas que amo mais posso apreciar, todas viraram escravos dos ponteiros de seu relógio, ninguém mais aprecia a beleza do céu azul ou estrelado, até nesse momento estão esses presos em seus laços, falam para todos ouvir: hoje não tenho tempo, hoje não posso, ate o dia em que percebem que é hora de partir, mas aí já não dá mais tempo de viver, porque esses passaram a vida toda adiando os encontros com: ‘hoje não’.
P.S - Meu companheiro que eterniza as lembranças em minha vida e que passa tão depressa, lhe peço, deixe-me ter nos dias de solidão alguém com quem minha trajetória partilhar.
Texto selecionado na categoria "crônica" durante a Oficina de contos, crônicas e poesias.


🖤